"Apesar de não vivermos num paraíso de igualdade, as mentalidades evoluiram.
Se, há duas ou três gerações, um homem não conseguia comprar um par de meias sem levar uma mulher para tomar decisões, fosse ela a legítima, a ilegítima a futura, a ocasional ou a familiar, hoje, um homem vai às compras sozinho, com amigos ou com o companheiro, e decide sobre o seu guarda-roupa, ainda que ouça a opinião alheia. MAS AS MULHERES TAMBÉM GOSTAM DE OUVIR OPINIÕES!
Com a decoração das casa, assisitiu-se também a uma inversão. Eram elas que avançavam pelas lojas adentro, escolhiam o que melhor se adaptava ao gosto do casal, ao espaço e ao orçamento familiares, enquanto eles se limitavam , mais uma vez, a abrir as carteiras. HOJE, MUITAS VEZES SÃO ELAS QUEM ABRE OS CORDÕES À BOLSA!
Mas, com o evoluir da sociedade portuguesa, os homens aprenderam a tomar para si os destinos da casa quando passam a viver sós ou quando têm de partilhar esse espaço com outros. MUITOS APRENDERAM GRAÇAS A GRANDES MULHERES.
Assim, ou porque querem e podem viver uma vida com independência e ter uma casa só para eles, ou porque dividem a casa com outros homens por razões económicas ou sentimentais, a decoração da mesma tornou-se normal, as idas às lojas de decoração um hábito e as compras de equipamentos e de bricoalge nas grandes superficíes uma necessidade.
Para não esquecer os casos em que, como símbolos de modernidade, partilham a decoração da casa com a mulher ou com a companheira, sendo eles, quantas vezes, a tomar conta do leme nesse domínio. COMO O MEU, POR EX., QUE NUNCA GOSTA DE NADA DO QUE EU SUGIRO...OU QUE VAI A SEGUIR MUDAR...
A dicotomia mulher-trata-dos-cortinados/homem-conserta-a-torneira tem os dias contados. E só não está extinta porque, no fundo, no fundo, por mais civilizado que um casal homem/mulher seja, a pressão cultural enraizada no subconsciente ainda leva a que, quando entra em casa, seja ela a pegar na colher de pau e ele a agarrar no comando da televisão. SÒ SE ENTRAMOS OS DOIS POUCO CANSADOS DO TRABALHO E EM PÉ DE IGUALDADE NO TRATAMENTO DO FILHO.
Nestas coisas da casa, há homens que são um bom exemplo (COMO O MEU!) e há homens que se esforçam. Estes últimos são aqueles tigres-de-papel que dizem: "Eu até ajudo em casa..." E, obviamente, existem os outros. O tais que ainda guardam assumidamente no consciente o tal prato de faiança. Ora, para esses partimos na cabeça a louça toda. Eufemisticamente falando, é claro!"
Na minha opinião, sinto que a mulher-polvo é uma espécie em vias de extinção. Cada vez mais o homem colabora e partilha as tarefas domésticas, cada vez mais a mulher por razões de carreira ou outras exigências profissionais, como a formação contínua, se vê obrigada a deixar para ele algumas tarefas domésticas e de baby-sitting aos filhos em horários pós-laborais.
Obrigada a todos pela evolução da espécie humana.






